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Dia Mundial da Saúde Mental

Falar de saúde mental é falar de saúde, no seu elemento mais essencial. Efectivamente, a definição de saúde contempla e pressupõe “um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não somente ausência de enfermidade de afecções e enfermidades” (OMS, 2018). 

As patologias do foro mental impactam a saúde física, como um todo. Com efeito, o dado mais preponderante reporta a própria longevidade, com estudos a documentarem uma redução da esperança média de vida em pessoas com maior historial de episódios de doença mental (Mental Health Fundation, 2019). 

 

Adicionalmente, a ausência de saúde mental não representa, por si só, um estado de bem-estar. É necessário compreender que são as emoções e sensações positivas que configuram a sensação de “felicidade”. 

É o nosso engajamento em actividades que visam o nosso bem-estar, tais como psicoterapia aliada a exercício físico, alimentação equilibrada e sono repousador, que potenciam um saldo positivo. Consequentemente, as sensações de satisfação e as emoções positivas têm uma associação directa à diminuição da tensão arterial e à melhoria dos parâmetros cardiovasculares e do perfil lipídico (Boehm, & Kubzansky, 2012). 

O aumento da preocupação com a saúde mental e o foco na sua interligação com as dinâmicas físicas e sociais do individuo, tem permitido advogar a sua importância e a necessidade de intervenção. No entanto, ainda estamos longe de ter políticas e medidas igualitárias, o que se traduz em pouco acesso a tratamentos e, consequentemente, a uma fatia significativamente maior da população que vive com incapacidade e sofrimento (WHO, 2018). 

Adicionalmente, a ausência de saúde mental não representa, por si só, um estado de bem-estar. É necessário compreender que são as emoções e sensações positivas que configuram a sensação de “felicidade”. 

É o nosso engajamento em actividades que visam o nosso bem-estar, tais como psicoterapia aliada a exercício físico, alimentação equilibrada e sono repousador, que potenciam um saldo positivo. Consequentemente, as sensações de satisfação e as emoções positivas têm uma associação directa à diminuição da tensão arterial e à melhoria dos parâmetros cardiovasculares e do perfil lipídico (Boehm, & Kubzansky, 2012). 

O aumento da preocupação com a saúde mental e o foco na sua interligação com as dinâmicas físicas e sociais do individuo, tem permitido advogar a sua importância e a necessidade de intervenção. No entanto, ainda estamos longe de ter políticas e medidas igualitárias, o que se traduz em pouco acesso a tratamentos e, consequentemente, a uma fatia significativamente maior da população que vive com incapacidade e sofrimento (WHO, 2018). 

Cumulativamente, aumentam o preconceito, a estigmatização e a instabilidade emocional e social (WHO, 2018). Estas dinâmicas negativas criam, na pessoa com um diagnóstico de doença mental, uma tendência para o isolamento social e para ver o seu diagnóstico como algo sem cura, que muitas vezes se traduz em abandono do seu tratamento e, frequentemente, de si próprio. 

O decurso da vida de qualquer pessoa configurará, inevitavelmente, um espectro de problemas, que variam em intensidade e quantidade. O facto de o sabermos não implica que tenhamos que ter capacidade para lidar com todos eles. Esta visão acaba por tão redutora quanto injusta, muitas vezes impossibilitando-nos de os processar e resolver convenientemente. 

É importante entendermos que qualquer pessoa pode, em qualquer momento da sua vida, necessitar de apoio psicológico. Isto não a torna fraca e certamente não configura uma incapacidade de lidar com os seus problemas. Necessitamos de nos humanizar, entendendo, para o efeito, que há alturas e circunstâncias que nos esgotam todos os recursos. 

O apoio psicológico deve ser visto como uma ferramenta válida, como um catalisador de mudança positiva, de restabelecimento, de (re) encontro com nós próprios. 

Os sintomas do foro mental deveriam ser seguidos da procura de um profissional qualificado, tal como acontece com os sintomas orgânicos/físicos. É compreensível que, sendo do foro mais emocional, haja mais resistência ou dúvida, mas é também necessário entender que os profissionais da área estão conscientes, abertos e ética e tecnicamente qualificados para prestar os devidos cuidados. O psicólogo é um profissional treinado para explorar as emoções, cognições e comportamentos associados às várias situações, desbloqueando-os e ajudando os seus clientes com ferramentas e estratégias para as ultrapassar.

Assim, se se sente em baixo, se tem andado ansioso, se anda instável, se sente que não consegue ver para além dos seus problemas, permita-nos ajudar a encontrar soluções. Faça-o por Si e pela Saúde! 

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Catia Rocha

Catia Rocha

Licenciada em Psicologia da Saúde pela Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto, com pós graduação em tratamentos clínicos empiricamente validados pelo Colegio Universitário de Altos Estudos. Realizou mestrado em Psicologia Clínica na Escola de Educação e Psicologia da Universidade do Minho. Especialização em abnormal psychology pela Universidade de Harvard, encontrando-se a terminar o Masters in Science, MSc, em Neuroscience of Mental Health na King’s College London. Membro efectivo da ordem dos psicólogos com especialização em Psicoterapia na Sociedade Portuguesa de Psicoterapias Construtivistas. Tem desenvolvido a carreira ao nível das consultas de Psicologia Clínica e Psicoterapia, docência universitária e coordenação de projectos de âmbito social/comunitário.
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