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Como Cuidar da Sua Saúde Mental em Quarentena

O que fazer em Quarentena para manter a Saúde Mental?

Em tempos de isolamento voluntário, é necessário mantermos dinâmicas de auto e hetero cuidado. A Organização Mundial de Saúde tem vindo a lançar dicas para que todos possamos cuidar da nossa dimensão psicológica, tão importante em momentos como este.

Existem inúmeras situações que não podemos controlar, mas existem muitas outras que só dependem de nós: fazer isolamento social, seguir as orientações da OMS e da DGS, realizar exercício físico, encontrar actividades que gostamos de fazer dentro de casa, ter uma postura positiva perante esta tão desafiante situação.

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Tente manter as suas actividades que já fazia em casa e tente ter uma alimentação equilibrada e faça exercício físico. Actualmente temos ao nosso dispor várias aplicações nas redes socias na internet que nos permitem exercitarmo-nos sob indicação dos profissionais de exercício físico. Muitas dessas actividades são mesmo realizadas em directo nas redes sociais e por isso podemos coloca-las na nossa agenda diária e podemos envolver todos os elementos da família para este efeito.

Então que comportamentos devemos assumir para promovermos a nossa saúde mental?

É muito importante mantermos contacto com amigos e familiares e sempre que possível falar não só desta situação, mas também de outras situações e acontecimentos. Falar com pessoas de quem gostamos e em quem confiamos é uma das melhores formas de reduzir a ansiedade, a solidão ou o aborrecimento durante o período de isolamento. Podemos e devemos utilizar o telefone, o email e as redes sociais para permanecer em contacto com amigos e familiares, utilizando as videochamadas como forma de diminuir a distância.

Por outro lado, podemos tentar aproveitar este tempo que temos a mais para realizar actividades de que gostamos. Ler um livro, ver filmes, séries ou os nossos programas favoritos, envolvermo-nos em actividades e tarefas que nos proporcionem uma sensação de bem-estar e tranquilidade. Portanto fazermos todas aquelas actividades que já utilizávamos para fazer a gestão do nosso stress. Podemos então aproveitar esta oportunidade para fazer coisas para as quais não costumamos ter tempo. É a oportunidade de darmos asas à nossa imaginação e criatividade.

Em que medida é importante estarmos informados?

É relevante sublinhar que devemos procurar estar actualizados sobre o que se passa, mas limitar a nossa exposição a notícias que possam aumentar a ansiedade e preocupação. É relevante escolher fontes de informação de instituições oficiais (como os sites da DGS e OMS ou SNS24) e consultá-las uma a duas vezes por dia. Mas de certa maneira também limitar a informação que vamos recolhendo, na medida em que por vezes informação a mais pode constituir-se como promotora de ansiedade e stress.

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Prestar também atenção às notícias mais positivas, tais como o número de recuperados. A dinâmica da esperança tem lugar ao adoptarmos as atitudes certas. Tentar man ter uma atitude positiva, pensamento positivo porque tudo isto há-de passar, todos nós temos que fazer a nossa parte para que passe mais depressa e para que dessa forma mais rapidamente possamos voltar a abraçarmo-nos.

É normal sentir medo e a ansiedade nesta situação?

Claro que sim. Não há mal nenhum sentir medo e/ou ansiedade. Qualquer um de nós já o sentiu agora e no passado. No entanto, mais uma sugestão que quero deixar é que a gestão das emoções torna-se fundamental, então outro comportamento que devemos adoptar é tentar utilizar as competências que já utilizámos noutras situações adversas e nas quais tivemos sucesso de resolução. Pensar em outras situações difíceis e ir buscar as características que nos levaram ao sucesso! Tentar utilizá-las agora no momento actual reactivando-as e pondo-as em prática para melhor gerirmos as nossas emoções reduzindo assim o medo e a ansiedade.

Mas e se efectivamente experienciarmos um aumento de stress e ansiedade?

No entanto se porventura experienciar stress, nervosismo ou ansiedade extremas, dificuldades em dormir, incapacidade em realizar as actividades do dia-a-dia, deve falar com um profissional de saúde, estando neste momento vários profissionais na área da saúde mental a colaborar com as autoridades para fazerem este acompanhamento à distância.

Que fique claro que procurar ajuda especializada na área da Saúde Mental não é sinal de fraqueza, creio que nesta altura em que vivemos poderá inclusive ser uma ferramenta extremamente útil para todos, na medida em que a nossa saúde mental está a ser posta à prova.

Talvez seja uma boa altura para pararmos?

Claro que sim, esta é uma excelente altura para nos reinventarmos e aproveitar o tempo com qualidade, em isolamento, mas com qualidade junto dos nossos presencial ou virtualmente. É tempo para cuidarmos mais de nós e de todos aqueles a quem queremos bem. Importante parar! Aproveitemos este momento para nos reinventarmos a nós próprios e aos nossos laços emocionais!

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Para terminar…

Talvez deixar uma mensagem de esperança. É importante termos em mente que o período de isolamento e quarentena não irá durar para sempre. É um esforço que cada um de nós tem que fazer por um determinado

período de tempo, mas que temos que nos lembrar que não será para sempre. Desta forma vamos tentar lidar com um dia de cada vez, sabendo que hoje estamos mais perto do que ontem do fim desta situação.

 

Artigo elaborado por:

Catia Rocha
Mariana Paterna Dias

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Catia Rocha

Catia Rocha

Licenciada em Psicologia da Saúde pela Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto, com pós graduação em tratamentos clínicos empiricamente validados pelo Colegio Universitário de Altos Estudos. Realizou mestrado em Psicologia Clínica na Escola de Educação e Psicologia da Universidade do Minho. Especialização em abnormal psychology pela Universidade de Harvard, encontrando-se a terminar o Masters in Science, MSc, em Neuroscience of Mental Health na King’s College London. Membro efectivo da ordem dos psicólogos com especialização em Psicoterapia na Sociedade Portuguesa de Psicoterapias Construtivistas. Tem desenvolvido a carreira ao nível das consultas de Psicologia Clínica e Psicoterapia, docência universitária e coordenação de projectos de âmbito social/comunitário.

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